O que é candidíase recorrente?
A diretriz do CDC define candidíase vulvovaginal recorrente, em geral, como três ou mais episódios sintomáticos em menos de um ano. Coceira, ardência, dor e corrimento podem ocorrer, mas nenhum desses sintomas é exclusivo de Candida.
Vaginose bacteriana, infecções sexualmente transmissíveis, dermatites e outras condições podem parecer candidíase. Repetir antifúngico sem confirmar a causa pode atrasar o diagnóstico correto.
Por que a candidíase pode voltar?
Nos casos complicados ou recorrentes, cultura ou teste molecular pode confirmar Candida, identificar a espécie e orientar investigação de resistência quando os sintomas persistem.
- uso frequente de antibióticos;
- diabetes com controle inadequado;
- gestação e outras mudanças hormonais;
- imunossupressão;
- espécies não-albicans ou menor sensibilidade aos azólicos;
- em muitas pessoas, nenhum fator claro é identificado.
Como é feito o tratamento?
O tratamento costuma ter fase inicial mais longa e, para C. albicans recorrente, pode incluir manutenção prescrita. Esquema, via e duração mudam na gestação, em espécies não-albicans e diante de interação medicamentosa.
Febre, dor pélvica ou abdominal, mau cheiro forte, feridas, sangramento ou gestação exigem avaliação. Ácido bórico nunca deve ser ingerido e não deve ser usado sem orientação profissional.
Perguntas frequentes
Candidíase é uma infecção sexualmente transmissível?
Geralmente não é adquirida por relação sexual, e parceiros sem sintomas não são tratados rotineiramente.
Probiótico trata candidíase recorrente?
A diretriz do CDC não considera a evidência suficiente para usar probiótico como tratamento.
Posso tomar fluconazol sempre que coçar?
Não. Sintomas não confirmam candidíase, e uso repetido pode causar interações, efeitos adversos e seleção de resistência.
Candidíase recorrente significa diabetes?
Não necessariamente, mas glicemia pode ser investigada conforme histórico e outros sinais.