Qual é a diferença entre probiótico, prebiótico e simbiótico?
As definições exigem evidência. Ter bactérias no rótulo ou fibras na fórmula não prova benefício para qualquer sintoma.
- probiótico: microrganismo vivo que, na quantidade adequada, demonstrou benefício à saúde;
- prebiótico: substrato utilizado seletivamente por microrganismos do hospedeiro e que confere benefício;
- simbiótico: mistura de microrganismos vivos e substrato seletivamente utilizado, com benefício demonstrado;
- alimento fermentado não é automaticamente probiótico.
Como escolher um produto com critério?
Procure identificação do gênero, espécie e cepa quando aplicável, quantidade viável até o fim da validade, condição estudada, dose, armazenamento e fabricante identificado. Resultados de uma cepa não devem ser atribuídos a outra.
Para simbióticos, a combinação final deve ter suporte científico; somar ingredientes conhecidos não garante sinergia.
Probióticos são seguros para todos?
Em pessoas saudáveis, muitos produtos são bem tolerados, embora possam causar gases ou desconforto. O risco muda em prematuros, pessoas gravemente doentes, imunossuprimidas ou com cateter venoso, que devem conversar com a equipe assistente antes do uso.
Sangue nas fezes, febre, perda de peso, dor intensa, desidratação ou mudança persistente do intestino não deve ser tratada apenas com suplemento.
Perguntas frequentes
Iogurte é sempre probiótico?
Não. Precisa conter microrganismos definidos, vivos na dose estudada e benefício demonstrado.
Probiótico precisa ficar na geladeira?
Depende da cepa e da formulação. Siga o rótulo e as condições avaliadas pelo fabricante.
Quanto maior o número de UFC, melhor?
Não necessariamente. Cepa, indicação, dose estudada e viabilidade importam mais que um número isolado.
Probiótico trata candidíase?
As diretrizes não sustentam probióticos como tratamento da candidíase vulvovaginal. Sintomas recorrentes exigem diagnóstico.